Monthly Archives: Dezembro 2008

[parâmetros vitais] it would be a very good year

Não são resoluções de ano novo. Nunca me agradaram essas resoluções. Mas não custa nada olhar para trás e ver o que não foi feito, e olhar para a frente e descobrir aquilo que se poderia fazer. São trezentos e sessenta e cinco dias que têm que ser preenchidos, e eu queria que o fossem com coisas boas.

Queria muito voltar a Nova Iorque, porque fomos lá muito felizes. E queria ir no Natal porque aquela coisa do Home Alone, da neve e do Rockefeller Center com a árvore de Natal e o ringue de patinagem está-me atravessada.

Queria muito fazer uma viagem de carro, nós os dois. Uma viagem grande. França, Itália, Route 66, qualquer uma serve. Nós, uma estrada e o horizonte. E um GPS.

Queria muito passa os fins de semana de inverno, os que pudermos, em Tomar, à lareira.

Queria muito voltar a correr, porque correr sem me sentir cansado é a melhor sensação do mundo. É o mais parecido com o superhomem que eu consigo alcançar.

Queria muito continuar a escrever neste blogue porque me faz bem, porque gosto realmente de o fazer. Porque gosto que todos venham cá.

Queria muito saber mais de medicina do que sei hoje. Queria ter a disponibilidade mental para estudar com prazer e que as coisas me entrassem realmente na cabeça. Porque eu sei resolver oitenta por cento das coisas que me aparecem, mas são os outros vinte por cento que me chateiam. E queria continuar a melhorar vidas porque não há melhor sensação para um médico.

Queria muito ouvir todos os álbuns que tenho pendentes na estante dos cd’s e no iPod. Com paciência e concentração. Ouvir ouvir e não ouvir com distrações. A música é tão grande, tão vasta.

Queria continuar a cozinhar para ti, coisas que tu gostas, coisas que ainda não provaste mas que eu sei que vais gostar. E cozinhar para os nossos amigos, tê-los cá a jantar ou a almoçar, ter a sala cheia dos nossos que são os bons, e a cozinha a cheirar a coisas boas. E aprender a fazer coisas novas, ou mesmo fazer um curso.

Queria muito poupar dinheiro. E sei que vou sabendo como se faz e estou bem melhor nisto. Porque é importante.

E queria muito pensar em trocar de carro porque estou farto de gastar rios de dinheiro com este.

Queria muito saber tirar fotografias como deve ser. Saber eternizar-nos em instantes e pendurá-los pela nossa casa.

Queria muito ser melhor daqui a um ano do que sou agora. Melhor pessoa, melhor amigo, melhor filho, melhor marido.

Queria muito ter-te sempre ao meu lado, como sempre fizémos, em tudo e em todo o lado. Porque é assim que gostamos de estar.

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[momento lexotan] countdown

Faltam 24 horas, mais coisa menos coisa. Não, não é para 2009. É para eu sair do hospital.

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[estetoscópio] 1001 canções que têm que ouvir antes que seja tarde (7)

7. The Coral – Dreaming of You

A força do refrão que vem lá das entranhas do homem e se espeta contra nós.

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[estetoscópio] olhares

Porque hoje me sinto musical. Muito possivelmente a melhor frase esculpida em música de todos os tempos.

[i was looking back to see if you were looking back at me to see me looking back at you

safe from harm – massive attack]

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[estetoscópio] top of the pops

Época de balanços. Os meus são musicais, para já. A last.fm diz-me o que ouvi e quantas vezes ouvi nos últimos 12 meses. Algumas posições surpreenderam-me.

1. Cat Power. 2. Pearl Jam. 3. Johnny Cash. 4. Keren Ann. 5. Calexico. 6. Feist. 7. Nina Simone. 8. Muse. 9. Bob Dylan. 10. The Beatles. 11. Iron & Wine. 12. She & Him. 13. Nicole Atkins. 14. Kaiser Chiefs. 15. MGMT.

Surprende-me o primeiro lugar de Cat Power. Surpreende-me o 15º lugar de MGMT. Porque é tão bom, porque é, assim sem refelectir muito, o meu álbum do ano. E depois de reflectir, também.

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[exame objectivo] inventário

Inventário do Natal por aqui. Dois livros de cozinha, um do Jamie Oliver, outro de técnicas de cozinha, uma verdadeira enciclopédia culinária. Um pijama e uma t-shirt da Throttleman, o do morcego. Uma camisola da Nike para correr, toda estilosa. Um casaco lindo. Umas calças de ganga. O último do José Rodrigues dos Santos. Um perfume, Eternity. O dvd do filme Fados, do Carlos Saura. Um guarda-relógios. Um daqueles vales para fazer provas de vinhos. Algum dinheiro. Sou um mimado, principalmente pela minha mulher. Não queria tanto, não queria quase nada, mas que é bom, é.

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[momento lexotan] gripados

Dois dias em Tomar, poiso adoptivo e onde me sinto bem. Dias para lareira, família e doces de natal. Custou muito de lá sair para uma urgência de sábado.

Ainda por cima uma urgência com ecos de cenário de guerra noutros campos de batalha (amadora, almada). Por aqui muita afluência, mas sem grande número de doentes internados. É a gripe, a famosa epidemia, com febre, dores no corpo, tosse e ranhocas. Mas não deixa de ser só gripe. E a gripe cura-se em casa.

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