Category Archives: exame objectivo

[exame objectivo] em casa de ferreiro

Uma palavrinha para explicar a minha ausência nos últimos dias. Tenho estado doente. É. Os médicos também adoecem. Aliás, não sei como é que não adoecemos mais com toda aquela bicharada a pairar à nossa volta. Febre, tosse, expectoração. E uma letargia muito pouco saudável. Aguardam-se melhores dias para voltar a refogar.

41 comentários

Filed under exame objectivo

[exame objectivo] bem receber

É bom quando amigos descobrem o nosso blog. E é muito bom quando gostam do que está escrito e voltam. Por isso, obrigado, Susana(inha), Baeta, Ricardo e Leonor. Fazem-me continuar por aqui.

6 comentários

Filed under exame objectivo, Uncategorized

[exame objectivo] livrário

Sempre tive uma relação muito boa com os livros. Em criança era um desses devoradores de páginas de pernas cruzadas em cima da cama ou cabeça encostada ao braço do sofá. Nunca saía de casa sem um livro, fosse para férias, fosse para ir ao supermercado com os meus pais. Aproveitava todos os períodos mortos para avançar umas páginas.

Desde que sou médico, sinto-me a embrutecer. Os dias de banco e os dias a seguir não me deixam ler. Nos outros dias adormeço ao fim de uns míseros parágrafos. Os capítulos arrastam-se, os livros eternizam-se na mesa de cabeceira. Tenho que voltar atrás para me situar na história. E isto desgosta-me.

Queria prometer que vou passar a ler um livro por mês. Para mim, é o mínimo admissível. Quando me ponho a pensar na quantidade de livros que não vou ler na minha vida, angustio-me. Tenho que recuperar o tempo perdido.

Starting now.

12 comentários

Filed under exame objectivo

[exame objectivo] a irmandade

cimg1347

Nasceu o meu primeiro sobrinho. Porque sobrinhos são filhos de irmãos e vocês são meus irmãos também. Uma amizade assim é de irmão, tu sabes.

Não esqueço tanta coisa. Como pegaste em mim e na MJ no dia em que fizemos exame de Anatomia e nos levaste a jantar. Como nos levaste para o Algarve para descansarmos. Como estiveste sempre presente em todos os momentos da faculdade. Aquela semana do caloiro em que trabalhámos tanto para que tudo corresse bem. Os concertos de Pearl Jam, os outros concertos que nos oferecemos um ao outro porque gostamos de ir juntos, os Sporting – Benfica (aquele abraço que tu me deste à porta de minha casa, quando o Sporting foi campeão, o dos 18 anos, e eu estava meio alucinado). As passagens de ano, o Senhor dos Anéis, as viagens, as músicas, as fotografias.

E como me convidaste para ser o teu padrinho de casamento. I didn’t see it coming. E quando te perguntei porquê, apenas respondeste, nunca tive dúvida nenhuma. Caramba, amigo, nunca me senti tão feliz, tão digno na vida, ali ao teu lado, a ver-vos casar e a emocionar-me também. Como a Raquel foi também minha madrinha de casamento, e eu gostei tanto de vos ter na minha mesa, a partilhar a minha felicidade. Passámos juntos pelas marcas da vida e do crescimento. Passámos juntos pelo que é importante.

E ontem, falámos. A tua voz pareceu-me triste, ou cansada, não sei. Cansada da emoção dos últimos dias. Triste por as coisas terem fugido do teu controlo. Mas agora está tudo bem. Ninguém melhor do que vocês sabe que está tudo bem. Que a criança vai crescer cheia de felicidade e amor, cheia de amigos por perto.

E entre uma frase e outra falaste no meu blog, que eu nem sabia que conhecias. Elogiaste-o. O elogio quando é teu, é sério. Quando é teu, faz-me bem.

O que eu queria era estar aí com vocês. A ver o puto esbracejar e prender-me o dedo da mão com toda a força que ele tem, que eu sei que é muita. Queria dar um beijo à mãe e um abraço ao pai. E daqui a uns tempos ir passear com ele, talvez. Pegar-lhe na mão, voar com ele nos meus braços, dizer-lhe que tem os melhores pais do mundo.

And he still gives his love, he just gives it away
The love he receives is the love that is saved

6 comentários

Filed under exame objectivo

[exame objectivo] nada para ouvir

Tenho a mesma relação com a música do que as mulheres com a roupa. Onde se lê não tenho nada para vestir, dever-se-á ler não tenho nada para ouvir. Isto olhando para uma estante com centenas de álbuns e um iPod a rebentar pelas costuras.

1 Comentário

Filed under exame objectivo

[exame objectivo] recordações de infância (3)

Petzi. O grande responsável por ainda hoje ter um fascínio muito grande por panquecas. Este adorável ursinho tinha uma mãe que lhe fazia panquecas a toda a hora, as quais ele afogava em doce e enrolava. Os seus amigos eram um pelicano, um pinguim e uma foca. Andavam num barco e descansavam atrás de uma queda de água, numa gruta. No fundo, a vida que eu desejava para mim.

petzi_mange_des_crpes_1

11 comentários

Filed under exame objectivo

[exame objectivo] recordações de infância (2)

Obviamente, não sou do tempo dos patinhos. Quando o vitinho chegou eu já podia ficar até mais tarde. A minha canção de ir para a cama era o chico escuro e joão pestana. Rezam as crónicas (a minha mãe, portanto) que este tema tinha um efeito primeiramente hipnótico e, posteriormente, soporífero, em mim. Eram os amigos do sono. Os meus amigos do sono. Chichi, cama.

3 comentários

Filed under exame objectivo