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[exame objectivo] bem receber

É bom quando amigos descobrem o nosso blog. E é muito bom quando gostam do que está escrito e voltam. Por isso, obrigado, Susana(inha), Baeta, Ricardo e Leonor. Fazem-me continuar por aqui.

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[exame objectivo] a irmandade

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Nasceu o meu primeiro sobrinho. Porque sobrinhos são filhos de irmãos e vocês são meus irmãos também. Uma amizade assim é de irmão, tu sabes.

Não esqueço tanta coisa. Como pegaste em mim e na MJ no dia em que fizemos exame de Anatomia e nos levaste a jantar. Como nos levaste para o Algarve para descansarmos. Como estiveste sempre presente em todos os momentos da faculdade. Aquela semana do caloiro em que trabalhámos tanto para que tudo corresse bem. Os concertos de Pearl Jam, os outros concertos que nos oferecemos um ao outro porque gostamos de ir juntos, os Sporting – Benfica (aquele abraço que tu me deste à porta de minha casa, quando o Sporting foi campeão, o dos 18 anos, e eu estava meio alucinado). As passagens de ano, o Senhor dos Anéis, as viagens, as músicas, as fotografias.

E como me convidaste para ser o teu padrinho de casamento. I didn’t see it coming. E quando te perguntei porquê, apenas respondeste, nunca tive dúvida nenhuma. Caramba, amigo, nunca me senti tão feliz, tão digno na vida, ali ao teu lado, a ver-vos casar e a emocionar-me também. Como a Raquel foi também minha madrinha de casamento, e eu gostei tanto de vos ter na minha mesa, a partilhar a minha felicidade. Passámos juntos pelas marcas da vida e do crescimento. Passámos juntos pelo que é importante.

E ontem, falámos. A tua voz pareceu-me triste, ou cansada, não sei. Cansada da emoção dos últimos dias. Triste por as coisas terem fugido do teu controlo. Mas agora está tudo bem. Ninguém melhor do que vocês sabe que está tudo bem. Que a criança vai crescer cheia de felicidade e amor, cheia de amigos por perto.

E entre uma frase e outra falaste no meu blog, que eu nem sabia que conhecias. Elogiaste-o. O elogio quando é teu, é sério. Quando é teu, faz-me bem.

O que eu queria era estar aí com vocês. A ver o puto esbracejar e prender-me o dedo da mão com toda a força que ele tem, que eu sei que é muita. Queria dar um beijo à mãe e um abraço ao pai. E daqui a uns tempos ir passear com ele, talvez. Pegar-lhe na mão, voar com ele nos meus braços, dizer-lhe que tem os melhores pais do mundo.

And he still gives his love, he just gives it away
The love he receives is the love that is saved

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